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Quais são os marcos mais importantes para a comunidade LGBT+?

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Confira a lista com os anos mais populares e suas conquistas.

Com diversas manifestações ocorrendo no mesmo período, o principal acontecimento da história de protestos para a comunidade LGBT+ ocorreu no ano de 1969, conhecida como Rebelião de Stonewall.

Desde então, os protestos não pararam. Embora tenham havido muitas conquistas, o fato de ainda existirem manifestações recorrentes em prol dos direitos da comunidade LGBT+ só enfatiza o quão longo ainda é o caminho a ser percorrido.

Para que você entenda melhor sobre o que já aconteceu durante essa luta, aqui estão alguns fatos superimportantes relacionados aos movimentos LGBT+ no mundo.

1969

Começando pelo ponto de partida inicial, a Rebelião de Stonewall aconteceu em 28 de junho de 1969. Nesse episódio, membros da comunidade LGBT+ tiveram um tipo de combate violento contra os policiais que invadiram o bar Stonewall Inn, localizado em Nova York, lutando por seus direitos.

1970 a 1979

Um ano após a revolta acontecendo em um dos maiores países do mundo, a manifestação foi se tornando cada vez mais popular e, assim, começaram a surgir as primeiras paradas do orgulho gay. Após se tornar muito popular nos Estados Unidos, o movimento passou por alguns lugares da Europa como Londres e Berlim, antes de chegar à América Latina, Ásia e África nos anos 90. Dessa forma, 28 de junho se tornou oficialmente o dia mundial do orgulho e da diversidade LGBT+.

O movimento foi de fato se tornando cada vez mais popular, o que contribuiu para que diversas obras audiovisuais fossem produzidas durante todo esse período.

No ano de 1977, Harvey Milk foi um ativista por direitos LGBT+ e o primeiro homossexual abertamente assumido a se candidatar para um cargo público na política nos Estados Unidos. Com seu assassinato acontecendo após um ano, Milk é relembrado até hoje por aprovar uma lei rigorosa em prol da comunidade LGBT+.

Além disso, também em 1977, Quebec se tornou a primeira jurisdição estadual do mundo a proibir a discriminação em razão da orientação sexual.

1980 a 1990

Embora o movimento de Stonewall e outras manifestações tenham se tornado cada vez mais populares, abrindo espaço para mais leis a favor da comunidade LGBT+, durante os anos de 1980 1990, muitos países continuaram tratando as relações homoafetivas como “pecado” ou “doença”.

Em uma matéria publicada em março de 2019 pela Folha de São Paulo, foi divulgada uma lista com 70 países em que ser homossexual é considerado crime, em alguns casos até com pena de morte sendo aplicada.

Ainda no ano de 1980, considerado um dos marcos para a comunidade LGBT+ no Brasil, aconteceu um movimento conhecido como “Stonewall Brasileiro”, em que um grupo de homossexuais se juntou com o movimento negro e feminista, organizando um prostesto no dia 13 de junho de 1980, ocorrido nas escadarias do Theatro Municipal de São Paulo, localizado no bairro da República em São Paulo (SP).

Em 1981 foram identificados os primeiros casos de HIV em homens adultos e homossexuais nos Estados Unidos.

A premissa de que só os homossexuais pegavam AIDS começou a transitar pelo mundo, enfatizando o preconceito e a intolerância em relação à comunidade LGBT+. Nesse momento, no ano de 1985, foi criado o Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (GAPA), a primeira ONG da América Latina contra o HIV.

1991 a 2018

Com o fato de a Organização Mundial da Saúde ter retirado a homossexualidade da lista de distúrbios psiquiátricos, em 1991,a Anistia Internacional passou a considerar a discriminação contra homossexuais uma violação aos direitos humanos.

A Parada do Orgulho LGBT+ no Brasil é uma das mais populares no mundo. Pois o seu grande marco aconteceu em 1997, ano em que homossexuais e heterossexuais se juntaram nas ruas em um grande ato de apoio e igualdade.

Em 1999,o Conselho Federal de Psicologia estabelece uma regra alegando que nenhum profissional da área pode tratar a homossexualidade como uma doença, distúrbio ou perversão.

Enquanto a Dinamarca foi o primeiro país a legalizar o casamento homoafetivo em 1989, o STF no Brasil aprovou a união estável homoafetiva apenas em 2011, mas somente em 2013 foi aprovada a resolução que obriga cartórios a realizar casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Em 2018,o STF decidiu que transexuais e transgêneros poderiam alterar os seus nomes de registro civil sem a necessidade de uma cirurgia.

Concluindo…

Após analisar os acontecimentos mais importantes para a causa LGBT+, vale ressaltar que ainda existem muito problemas que envolvem a comunidade e que precisam ser resolvidos.

É por esses e outros motivos que o apoio da família, amigos e colegas de trabalho é e sempre será essencial. As pessoas que entendem as necessidades dos direitos básicos para as pessoas LGBT+, sejam elas da comunidade ou não, sempre serão dignas de muito respeito. Afinal, suas atitudes fazem toda a diferença.

 

Por Luana Mendes- Site LGBT+ ORG

 

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