
A Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice) chega este mês aos 26 anos, preparada para o cenário atual de transformação digital no estado. Corria o ano 2000, no raiar do século XXI, quando o Diário Oficial do Estado do Ceará publicou, na edição do dia 24 de março, a Lei nº 13.005, o ato de criação da Etice. Neste mesmo ano 2000 aportou, na Praia do Futuro, o primeiro sistema de cabos submarinos, atualmente da Cirion. Outros vieram. Hoje, 16 cabos submarinos estão ancorados em Fortaleza e consolidam o maior hub de conectividade da América Latina.
São razões para o estado ter sido escolhido para receber o investimento do data center da TikTok/ByteDance/Omnia de R$ 200 bilhões, já iniciado no Complexo do Pecém, em Caucaia. Outros virão. O Ceará se coloca como alternativa diante deste cenário com uma estratégia clara para atrair estes investimentos.
O principal ativo da Etice é o Cinturão Digital do Ceará (CDC), infraestrutura de 5.942 km de cabos de fibra óptica que percorre 139 municípios do estado. O backbone possui 12 pares de fibra óptica, dos quais cinco estão iluminados (em utilização), e sete desligados, ainda sem uso. Esses sete pares de fibra óptica serão disponibilizados pela Etice para atrair data centers para cidades do interior cearense, inclusive os de mineração de criptomoedas, que demandam muita energia, e os de treinamento de inteligência artificial.
Em 2026, o Cinturão Digital atingirá o dobro da atual velocidade de transmissão de dados de 200 Gbps para 400 Gbps. Fortaleza é hoje o segundo maior ponto de troca de tráfego de internet do Brasil, pioneirismo que começou no ano 2000.
Com foco no Plano de Negócios 2026-2030, a Etice agora prioriza a expansão do Cinturão Digital, a implementação de inteligência artificial na gestão pública e o fortalecimento da cibersegurança. Essa configuração consolida a empresa como um dos centros da transformação digital do Ceará, ao garantir infraestrutura robusta e serviços mais eficientes ao cidadão.



