Na manhã deste sábado (22), Ciro Gomes (PSDB), candidato ao Governo do Ceará, cumpriu agenda de campanha no município de Cascavel, na Região Metropolitana de Fortaleza. Durante visita à tradicional feira livre da cidade, Ciro falou sobre os desafios para o desenvolvimento econômico do Estado e demonstrou preocupação com o fechamento de fábricas nos últimos anos.
“Aqui mesmo em Cascavel. Quase 1.000 pessoas já chegaram a trabalhar na fábrica do Edson Queiroz de castanha de caju. Inacreditavelmente, por incompetência absoluta, o Ceará, que era o principal produtor de castanha do mundo, está hoje comprando castanha do estrangeiro. E não só a do Edson Queiroz, aqui em Cascavel, mas a fábrica do Jaime Aquino, lá em Fortaleza, que era uma das maiores do mundo, fecharam, botando mais de 2.000 pessoas no olho da rua”, afirmou.
O processo de desindustrialização do Ceará também tem sido criticado por Ciro durante a campanha. “De cada 100 pares de sapato que a gente estava exportando e gerando emprego aqui para a Argentina, nós só estamos exportando agora 24. E, do jeito que vai, vão acabar. Em Pentecoste, foram fechadas cinco fábricas que eu levei. Uma em Brejo Santo também. E já fecharam 100 fábricas.”
Como forma de minimizar esses impactos e fomentar o empreendedorismo, Ciro afirmou que, em um eventual governo, “vai ajudar essas populações” e anunciou que “vai montar uma assessoria na capital e no interior e em diversas regiões, para ajudar o pequeno e médio empreendedor cearense a fazer a transição da reforma tributária que já começou”.
Segundo o candidato, a iniciativa terá como objetivo “simplificar a carga tributária, ajudar a formalizar alguns dos negócios, ajudar na capacitação gerencial e ajudar na compreensão do comércio exterior”, concluiu.


