A Câmara de Fortaleza (CMFor) marca presença na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece entre os dias 4 e 13 de setembro, na capital paulista. Com atividades voltadas à literatura, à inclusão e à valorização da produção de jovens autores, a presença da CMFor no evento também segue a Indicação n° 1.850/2025, de autoria do vereador Aglaylson (PT), aprovada em maio deste ano com o objetivo de fomentar a leitura e a cultura cearense.
Na Bienal de São Paulo, a gestora de Inclusão da CMFor, Livinha Vasconcelos, vai participar de um bate-papo sobre inclusão e representatividade durante o lançamento do livro “Uma Bailarina Diferente”, de Dani Cardoso. A atividade, que acontece no dia 6 de setembro, integra a programação do Projeto Infância Inclusiva.
Segundo Livinha, o apoio da CMFor ao projeto deve contribuir para ampliar o incentivo à leitura e à inclusão de crianças neurodivergentes.
“Com a educação, a gente pode transformar o mundo. Então, esse projeto é maravilhoso e tende a crescer. A gente está indo agora para a Bienal de São Paulo, representando tudo o que temos feito aqui na Câmara. Os autores são crianças de todo o Estado do Ceará, e a gente está muito feliz. Acho que a gente vai ter uma grande repercussão e fazer espelho, para que outros órgãos públicos também façam o papel de incluir, antes de mais nada”, relatou a gestora.
Fomento à cultura

A Indicação nº 1.850/2025 contempla obras e autores para fomento. Alguns dos autores mencionados também participarão da Bienal de São Paulo.
No dia 6 de setembro, o estudante Davi Moura participa do lançamento do livro de cordel “Conexão”, do qual é autor.
Davi Moura relata que a obra aborda temas como inclusão e sustentabilidade. “’Conexão’ é a minha segunda obra, e fala sobre duas pautas muito importantes: inclusão e sustentabilidade, em dez cordéis de minha autoria. Eu estou indo para a Bienal de São Paulo para falar sobre o meu Projeto Infância Inclusiva e também sobre sustentabilidade, mas principalmente sobre inclusão”, afirmou o jovem autor.

Meire Moura, mãe de Davi, diz que o apoio da CMFor vem sendo construído ao longo do tempo, destacando que a Casa já havia apoiado o filho em sua participação na Feira do Livro de Brasília, em junho de 2025. “Esse apoio vem sendo construído de forma muito bonita, porque não é a primeira vez que a Casa apoia Davi. A Casa já apoiou Davi na ida à Feira do Livro em Brasília, que foi quando Davi teve a noção da importância do Poder Legislativo”, relatou a mãe.
Quem também deve estar presente na Bienal do Livro de São Paulo é o estudante João Sasaque. No dia 8, ele apresenta a obra “O Dia em que Fernando Teve Azar”, que aborda temas como empatia, convivência e superação.
“Esse livro fala sobre um garoto chamado Fernando, que tem 11 anos, é azarado e passa por umas complicações. Como o Fernando é inspirado nas minhas características, ele passa por problemas inspirados na neurodivergência. O maior sonho dele é crescer e ser o mais popular da escola, para ter vínculo com os colegas”, contou o autor.
João relatou estar animado com a participação na Bienal de São Paulo, onde pretende conhecer pessoas e dar autógrafos. “Estou muito feliz e muito animado para ir à Bienal de São Paulo. Vai ter um monte de pessoas, vou fazer autógrafos”, relatou o escritor.
Fotos: Luciano Melo


