O Frotinha Antônio Bezerra, em Fortaleza, é alvo de relatos de pacientes e profissionais que denunciam uma possível situação de superlotação na unidade durante o período de reforma. Imagens encaminhadas à reportagem mostram pacientes em áreas de circulação do hospital, enquanto os denunciantes relatam dificuldades relacionadas à estrutura e ao fluxo de atendimento. Segundo os relatos recebidos pelo Pirambu News, a movimentação de pacientes teria deixado alguns espaços da unidade mais cheios durante determinados momentos. Profissionais também apontaram dificuldades relacionadas à rotina de atendimento enquanto as intervenções estruturais são realizadas.
As denúncias incluem ainda uma suposta falta de pilhas e baterias utilizadas em equipamentos para aferição de pressão arterial e glicemia. Os relatos foram acompanhados de imagens e vídeos enviados à reportagem. Parte das pessoas que forneceram o material preferiu não se identificar. A situação ocorre durante uma reforma estrutural no Frotinha Antônio Bezerra. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), no entanto, nega que haja déficit de profissionais ou falta de insumos na unidade.
Em nota, a SMS informou que não há déficit de profissionais no hospital. Segundo a Secretaria, cerca de 600 pessoas atuam na unidade, sendo 36 destinadas exclusivamente aos atendimentos de emergência em cada turno. A pasta também negou a informação sobre falta de pilhas e baterias para equipamentos utilizados na aferição de pressão arterial e glicemia. Conforme a SMS, o hospital está abastecido de insumos e continua acolhendo os pacientes.
Sobre a reforma, a Secretaria informou que o Frotinha Antônio Bezerra passa por uma intervenção estrutural com o objetivo de oferecer mais conforto e segurança aos pacientes e profissionais. A SMS afirma que as áreas em obras estão isoladas e que os atendimentos continuam sendo realizados normalmente. A Secretaria também explicou que o Frotinha é uma unidade de urgência e emergência traumatológica e cirúrgica, com funcionamento 24 horas. Por isso, todos os pacientes que procuram atendimento são acolhidos. Segundo a pasta, em momentos de maior procura, pode ocorrer aumento no fluxo de pacientes.
Dessa forma, os relatos de pacientes e profissionais sobre uma possível superlotação são contestados pela Secretaria Municipal da Saúde, que afirma que o atendimento segue normalmente, com profissionais e insumos disponíveis na unidade durante o período de reforma.

