
Pilhas e baterias usadas, que muitas vezes acabam sendo descartadas junto ao lixo comum, ganharam um novo destino na manhã desta quarta-feira, 7, na Câmara de Fortaleza. Por meio do projeto Troca Verde, servidores e população puderam trocar esses materiais por mudas de plantas medicinais e ornamentais.
Fruto da parceria entre a Inspetoria de Proteção Ambiental da Guarda Municipal de Fortaleza (IPAM) e a Secretaria Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), o projeto Troca Verde foi levado à Câmara de Fortaleza por meio do Núcleo de Sustentabilidade da Casa.

A ação busca estimular o descarte ambientalmente adequado de resíduos que contêm metais pesados e podem causar danos ao meio ambiente quando destinados de forma incorreta. Entre as espécies disponibilizadas estavam boldo e manjericão, na categoria de plantas medicinais, além de mini-lacre, fitilho, manto-sagrado e abacaxi-roxo, entre as ornamentais. As pilhas e baterias recolhidas serão encaminhadas à Associação Peter Pan, contribuindo para a geração de recursos destinados às atividades da instituição.
Heury Silva, gestor do Núcleo de Sustentabilidade da Câmara, destacou a importância da iniciativa. “Uma pilha pode causar muita poluição, porque contém metais pesados. Quando se deteriora, esses materiais podem ser liberados no solo, na água e no lençol freático, causando impactos que acabam retornando para a gente. Por isso, é fundamental garantir a destinação correta desses materiais”, explicou.

O gestor ainda afirmou que a proposta é que o projeto Troca Verde passe a integrar de forma permanente as ações de sustentabilidade desenvolvidas pela Câmara de Fortaleza. “Estamos estudando deixar o evento permanente. A ideia é fazer essa logística reversa e garantir a destinação correta de resíduos como pilhas e baterias, que são extremamente poluentes”, afirma.
Segundo a guarda municipal Beatriz Machado, a participação da Câmara contribui para ampliar o alcance do projeto. “A Câmara Municipal já estava entre as nossas opções para apresentar o projeto. A partir dos funcionários da Casa, conseguimos disseminar essa iniciativa para toda a sociedade”, afirma.

João Eduardo, gerente da Célula de Educação Ambiental da Seuma, também reforçou a relevância da parceria. “Quanto maior for a disseminação da iniciativa e a adesão ao projeto, maiores serão os benefícios para a sociedade”.
A Troca Verde também despertou o interesse de quem já tem o hábito de cultivar plantas em casa. É o caso de Allan Victor, assessor parlamentar, que aproveitou a iniciativa para levar uma muda de manjericão. “Lá em casa a gente tem uma horta muito boa, com diversidade de vegetais e legumes. Estava faltando só o manjericão para completar a horta”, conta.
Para Allan, a iniciativa une duas atitudes simples: cultivar plantas e evitar que resíduos potencialmente poluentes sejam descartados no lixo comum. “É uma iniciativa boa, porque a gente não coloca a pilha no lixo. A gente deixa no local correto”, destaca.
Veja a cobertura completa
Fotos: Luciano Melo


