Na tarde desta sexta-feira (28), o anexo da Câmara de Fortaleza recebeu mais um encontro do projeto Câmara de Leitura e Escrita, na Biblioteca José de Alencar. O evento reuniu servidores de diferentes trajetórias e setores para um momento de reflexão e registro de suas memórias profissionais na Casa Legislativa, abordando este mês o tema “Reconhecimento”.
A
iniciativa propõe um espaço onde os trabalhadores possam pausar a
rotina para colocar no papel momentos em que se sentiram valorizados,
além de compartilharem as diferentes visões do cotidiano funcional.
Diferente do formato original, o Câmara de Leitura e Escrita foca na produção textual autoral dos próprios participantes, registrando sua história na instituição a partir de quem a constrói diariamente.
A bibliotecária da Biblioteca José de Alencar, Pricila Celedônio, detalha o objetivo central da dinâmica deste mês. “O tema desse mês do ‘Escritas’ foi sobre reconhecimento e o dia que a gente se sentiu reconhecido na Casa. Então a gente sentou um pouquinho para escrever, falar um pouco sobre esse momento, nossas impressões, de como o nosso fazer em algum momento foi reconhecido, de como a gente se enxergou nesse momento, de como foi a nossa percepção, para deixar isso registrado também”, disse.
A pedagoga Isabelle Barbosa, da Escola do Parlamento, conta que percebeu no engajamento dos servidores a oportunidade de expandir o projeto de leitura para o campo da escrita. Ela explica como a ideia tomou forma.
“O Câmara de Leitura e Escrita é uma nova versão do ‘Câmara de Leitura’, que foi um projeto da Escola que foi tão bem recebido pelas pessoas da Casa em que a gente viu a necessidade de criar uma nova versão e uma nova expressão do que a gente vivencia, do que a gente experiencia aqui na Casa. A diferença desse projeto para o anterior é que a gente tem a oportunidade de registrar, de escrever com as nossas palavras o que a gente vive aqui. Então, cada encontro tem uma temática que nos leva a refletir sobre o que a gente experiencia aqui na Casa, no nosso cotidiano enquanto profissionais”, relatou.
A
pedagoga enfatizou também o encontro de gerações dentro do espaço.
“A beleza também é que esse grupo reúne uma diversidade de
servidores que estão aqui na Casa em diferentes cargos e em
diferentes tempos. Então, a gente tem servidores que estão aqui há
mais de 10, 20, 30 anos contando a história deles aqui. Tem a minha
narrativa, de quem chegou à casa há um ano. Isso é muito belo de
ver como a gente vivencia isso de forma diferente e com perspectivas
que se diferenciam, mas que se completam”, evidenciou Isabelle.
Entre os participantes, o clima era de introspecção e troca de experiências. O coordenador de Sustentabilidade, Heury Silva, aproveitou a oficina para redigir sobre os desafios e o impacto das suas entregas no campo da sustentabilidade dentro do órgão público.
“É um momento que estamos descrevendo o reconhecimento que tivemos na Casa, no nosso desenvolvimento de trabalhos, ou até mesmo pessoais, envolvendo o nosso dia a dia. No meu caso, eu estou escrevendo sobre o que eu desenvolvo, mudar as condutas, mudar todo um pensamento de como abordar a sustentabilidade do meio ambiente em termos funcionais do nosso dia a dia. Então, isso vai ser muito importante para meu autorreconhecimento e para que todos também entendam o que é um reconhecimento de fato nessa área de meio ambiente”, complementou.
O Câmara de Leitura e Escrita é uma importante ferramenta de valorização humana, promovendo o afeto e a preservação da memória institucional através das vozes de seus próprios servidores.
Foto: Rochelle Nogueira