Estado do Ceará

Com foco em professores da rede pública, Pinacoteca do Ceará abre inscrições gratuitas para nova edição do Ateliê de Saberes


As atividades do programa, que oferece 35 vagas, serão realizadas semanalmente, sempre aos sábados, até o fim de novembro deste ano

Estão abertas até o dia 23 de outubro as inscrições para o programa de formação Ateliê de Saberes: construções coletivas em arte-educação, da Pinacoteca do Ceará, museu da Rede de Equipamentos e Espaços Culturais da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult-CE) gerido em parceria com o Instituto Mirante. O público prioritário para a seleção são profissionais da educação que atuam em instituições públicas de diferentes níveis de ensino formal e não-formal.

O programa é composto por cinco módulos presenciais, ao longo de cinco sábados, entre outubro e novembro de 2026, totalizando 25 horas de formação. Os quatro primeiros módulos ocorrerão das 13h às 18h, na Pinacoteca do Ceará. O último módulo acontece no Museu Indígena Kanindé, no município de Aratuba. Neste dia, a saída da Pinacoteca será às 8h e a atividade no local acontece das 10h às 15h. A metodologia da formação prevê, a cada semana, apresentação do tema, conversa e experimentações práticas a partir dos eixos temáticos. Ao final, as pessoas participantes receberão certificado.

Os módulos desta segunda edição do Ateliê de Saberes em 2026 serão conduzidos por educadores, pesquisadores e artistas de várias partes do país e do Ceará. A iniciativa busca debater atravessamentos sociais, políticos e artísticos nos processos de ensino formal e não formal da arte moderna e contemporânea; aprofundar a discussão sobre o conceito de Museu-Ateliê e incentivar novas práticas artísticas e pedagógicas nas ações dos educadores.

Encerrando esta edição do Ateliê de Saberes, no último sábado de novembro, dia 28, o módulo conduzido por Suzenalson Kanindé levará os participantes a uma visita ao Museu e à Escola Indígena Kanindé de Aratuba, com direito à trilha e almoço no local. Na vivência, os participantes irão conhecer o Museu Indígena Kanindé, localizado na aldeia Sitio Fernandes, no município de Aratuba, e ter contato com o acervo que se relaciona historicamente com a luta pelo reconhecimento étnico Kanindé, a salvaguarda e transmissão dos conhecimentos e práticas culturais. Além disso, os professores serão apresentados às abordagens, metodologias e conteúdos trabalhados na Escola Indígena Manoel Francisco dos Santos, fruto de ação autônoma da comunidade.

Luana Minari (SP) é professora e artista, formada em Artes Visuais, mestranda em Fundamentos do Ensino da Arte (ECA-USP), atua entre a educação e a arte desde 2004, quando iniciou sua trajetória como educadora em museus e espaços de ensino não formal. Desde 2012, ministra aulas de artes visuais no ensino formal para os segmentos do Ensino Infantil, Fundamental e Ensino Médio. Possui experiência em formação de professores, coordenação pedagógica em projetos culturais e assessoria didático-pedagógica para materiais educativos. Integra o coletivo Ocupeacidade, plataforma de produção e experimentação gráfica em processos autorais e colaborativos em diálogo com a cidade, e o Parquinho Gráfico (Casa do Povo/SP), onde desenvolve projetos, oficinas e mutirões de cartazes.

Paulo W. Lima (CE) é doutorando em Filosofia pela UNIFESP, mestre em Filosofia pela UFC e professor de Filosofia pela UECE. Foi professor e colaborador no Programa Transpassando UECE, embaixador da Juventude pela Caixa Seguradora e UNODC, educador no Museu da Cultura Cearense (MCC), técnico em Finanças, arte-educador, produtor cultural e integrante do grupo juvenil JUSCMOM. É integrante do coletivo Kintal de Afetos. Indígena em retomada pela Nação Kariri do Sertão de Ocara-CE.

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Inaugurada em dezembro de 2022 pelo Governo do Ceará, a Pinacoteca do Ceará tem a missão de salvaguardar, preservar, pesquisar e difundir a coleção artística da instituição, sendo espaço de ações formativas com artistas, comunidade escolar, famílias, movimentos sociais, organizações não governamentais e demais profissionais do campo das artes e da cultura. Trata-se de um espaço de experimentação, pesquisa e reflexão para promover o diálogo entre arte e educação a partir de práticas artísticas. Desde a abertura, o museu já recebeu mais de 300 mil visitantes.

O Fundo Museu Escola da Família Hees (FME) dedica-se a trazer escolas públicas aos museus e museus às escolas públicas. Ao financiar projetos que utilizam arte e aprendizagem de livre escolha como ferramentas de promoção de conhecimento e pensamento crítico, o Fundo visa o sucesso acadêmico e profissional futuro, e o bem-estar de crianças e jovens de baixa renda no Brasil. O impacto desses esforços fortalece novas trajetórias educacionais e amplia as chances para que esses públicos alcancem posições de destaque na elite cultural e econômica do nosso país.

Inscrições abertas para Ateliê de Saberes: construções coletivas em arte-educação

Período da formação: Sábados, 31 de outubro a 28 de novembro

35 vagas

Resultado: 28 de outubro

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