
A Cagece mantém um pilar, muitas vezes, invisível, que sustenta a saúde pública e o desenvolvimento do Ceará: o processo de transformação da água bruta em potável
Entregar água de qualidade não é apenas um serviço logístico, mas uma ação direta de promoção da saúde e garantia da dignidade humana para milhares de famílias cearenses. No contexto das celebrações do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) mantém um pilar, muitas vezes, invisível, que sustenta a saúde pública e o desenvolvimento do Ceará: o processo de transformação da água bruta em potável.
Para garantir que o recurso chegue com qualidade internacional às torneiras dos cidadãos, as equipes da Cagece operam em regime de 24 horas na Estação de Tratamento de Água (ETA) Gavião, a maior unidade do sistema. Principal estação de tratamento do estado, a unidade é responsável por processar e distribuir água potável através de redes que interligam reservatórios estratégicos, utilizando tecnologia de ponta para assegurar a potabilidade exigida pelo Ministério da Saúde.
O caminho da água é complexo e rigoroso. Após ser captada no Açude Gavião, a água percorre canais subterrâneos onde inicia o ciclo de tratamento, que inclui pré-oxidação, coagulação e fluoretação. O coração do sistema conta com 16 filtros descendentes de alta performance que garantem a retenção de impurezas, explica Mércio Pinheiro, coordenador de produção da ETA Gavião.
Antes da distribuição final, a água passa por uma desinfecção terminal com cloro, etapa crucial para eliminar micro-organismos, vírus e bactérias. “Nosso compromisso é com a entrega de um produto que proporcione qualidade de vida e segurança”, destaca a equipe técnica da companhia.
Um diferencial que coloca o Ceará em patamar de destaque é a renovação da acreditação ISO 17025 do Laboratório Central. “Esta certificação internacional garante que as análises feitas a cada duas horas — monitorando parâmetros como turbidez, cloro residual livre e PH — seguem os padrões de qualidade mais rigorosos do mundo”, ressalta Amanda Gondim, técnica em química, do laboratório de tratamento da Cagece.
O sistema opera em um sincronismo milimétrico entre produção, qualidade e adução. Para levar a água a uma altura de aproximadamente 100 metros até o reservatório do Ancuri — de onde é distribuída por gravidade para a capital e região metropolitana — oito potentes bombas operam incessantemente. De acordo com o supervisor de manutenção eletromecânica da Cagece, João Batista, para sustentar essa estrutura, a companhia foca em manutenções preventivas e preditivas.



