Legislativo

Espaço Evoluir orienta crianças e famílias sobre prevenção ao abuso e exploração sexual

Um aperto de mão, um toque no cabelo ou no ombro são gestos de cumprimento que fazem parte de atitudes de respeito ao corpo de crianças e adolescentes. A temática tem sido tratada no Espaço Evoluir com uma ação de cuidado e proteção, com foco na dinâmica do “Semáforo do Toque” durante os atendimentos terapêuticos e em momentos de sensibilização com os pais na sala de espera.

Destacando o Maio Laranja, com a celebração do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil, a coordenadora do Espaço Evoluir, Cinthya Viana, reforça o papel da instituição na abordagem de temas tão relacionados com o cotidiano das crianças e adolescentes.

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“Uma ação informativa tanto para as famílias quanto para as crianças que saem orientadas. Com informações claras e didáticas quanto à preservação das crianças. Informações básicas, mas muitas vezes esquecidas. Nós preparamos a atividade do semáforo do toque para a criança entender que o vermelho é aquele sinal no corpo que não pode ser tocado e o amarelinho é um sinal de alerta e o verde está liberado. Então é uma didática bem fácil, bem lúdica, para que ela entenda o que pode e o que não pode”, ressalta a coordenadora.

Para Leonardo Pereira, pai do Rafael de 6 anos, tratar sobre a temática é preparar as crianças para algo que está fora do controle delas e que é preciso falar e procurar ajuda. Rafael participou da dinâmica durante o atendimento e seguiu direitinho as orientações.

“Infelizmente nós vivemos num mundo em que a gente não sabe quem tá ao lado. Em casa, sempre conversamos com o meu filho, pra justamente estar orientando contra essas questões, não deixar nenhum adulto tocar em algumas regiões dele, e se caso aconteça, ele procurar um adulto de confiança e relatar o que está acontecendo, ou falar comigo ou com a mãe. Tudo o que puder ser feito pra ele poder, num futuro, crescer, ser um ser humano de bem, com valores corretos, isso é sempre muito importante”, reforça.

Sentimento de cuidado e atenção compartilhado por Sara Teles, mãe de Thales Ryan de 6 anos. “Quem ama seus filhos quer o melhor para eles. E não queremos ver os nossos filhos passando por esse momento tão difícil. Então é muito bom que nós, pais, venhamos se conscientizar sobre esse tema, sendo muito importante essa comunicação que o Espaço vem trazendo para nós”.

Semáforo do Toque

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A violência, como relata a assitente social do Espaço Evoluir, Tamiris Sousa, pode ser muito sutil, com um toque ou com um olhar. “Às vezes, a violência vem por meio de trocas. Então, a gente precisa divulgar mais o que é a violência e conversar com as nossas crianças e adolescentes. Orientar sobre o corpo, o que pode ser tocado, o que não pode, quem pode tocar. Então, isso é fundamental para que eles identifiquem atos e possam conversar com seus familiares e pessoas de confiança”.

Conheça a sinalização das cores

Verde: são as partes do corpo onde as crianças podem ser tocadas por outras pessoas. Toques de carinho, respeito e que te fazem sentir bem.

Amarelo: são as partes do corpo onde as crianças precisam ter atenção, como a boca, o peito, a barriga e as costas. Toques que deixam em dúvida ou que não fazem bem para a criança.

Vermelho: são as partes do corpo onde as crianças não podem ser tocadas por outras pessoas. Toques que deixam em dúvida ou que não te fazem se sentir bem.

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Mobilização nos departamentos da CMFor

As ações voltadas para o Maio Laranja também foram direcionadas aos diversos setores da Câmara de Fortaleza. A assistente social do Espaço Evoluir, Tamiris Souza, tem visitado os gabinetes e setores Casa com objetivo central de sensibilizar o corpo técnico e parlamentar sobre o tema. Ao descentralizar o debate para além do Espaço Evoluir, a ação transforma cada servidor em uma pessoa potencialmente multiplicadora de informações e em um agente ativo na rede de proteção e denúncia.

As visitas nos departamentos funcionam como um elo entre o atendimento clínico especializado e a rotina do parlamento, aproximando a temática do cotidiano institucional por meio de diálogos abertos, escuta qualificada e entrega de insumos informativos. Ao percorrer os setores, Tamiris reforça o papel da responsabilidade compartilhada prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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“Importante ressaltar que o cuidado com essa criança, a proteção à infância, são responsabilidades da família, do poder público e de toda a sociedade. Então, todos nós temos essa responsabilidade. Inclusive, isso está no ECA, que é o Estatuto da Criança e do Adolescente. É um dever nosso, enquanto sociedade brasileira, ter esse cuidado, essa proteção e essa atitude. Então, se você sabe de algum relato, ouviu ou chegou até você alguma informação sobre a possibilidade de violência contra criança e adolescente, você deve denunciar, precisa ter essa atitude também de denúncia”, evidencia.

Fonte da matéria

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