O Espaço Evoluir, localizado no Anexo da Câmara de Fortaleza (CMFor), iniciou nesta quinta-feira (3) uma programação especial alusiva ao Setembro Amarelo, mês dedicado à valorização da vida. A ação de hoje, em colaboração com o Núcleo de Saúde Mental, é voltada aos pais de crianças e adolescentes atendidos pelo equipamento. A programação especial segue até 10 de setembro, nos períodos da manhã e da tarde.
De acordo com a coordenadora do Espaço Evoluir, a psicóloga Cinthya Viana, a programação foi pensada para abordar a saúde mental a partir do acolhimento, da valorização da vida e do fortalecimento dos vínculos familiares e sociais.
“A gente está iniciando o mês de setembro com a temática do Setembro Amarelo e da valorização da vida. Trouxemos hoje a coordenadora do Núcleo de Saúde Mental para dar uma palavra para as mães, com uma proposta de acolhimento e de orientação”, explicou Cinthya.
Além do momento do grupo terapêutico, o Espaço Evoluir realizará atividades ao longo da semana, entre elas a produção de cartões com mensagens que poderão ser levados pelas famílias para presentear amigos e familiares.
“A gente vai trabalhar com cartões, como se fosse um cartão postal que você entrega para um amigo com uma mensagem. As famílias podem levar para casa e dar para familiares, amigos distantes ou próximos. A nossa proposta é recuperar vínculos, estimular o valor à vida e oferecer mais um momento de cuidado”, relatou a coordenadora do Evoluir. As atividades ocorrem durante o horário normal de funcionamento do espaço e são destinadas às famílias, às crianças e aos adolescentes atendidos.
Espaço de escuta
O primeiro momento da programação contou com a participação da coordenadora do Núcleo de Saúde Mental da CMFor, a psicóloga Larissa Lobo. O encontro foi realizado junto ao grupo terapêutico de pais e mães que já funciona no Evoluir. Segundo Larissa, a atividade teve como objetivo ampliar o espaço de diálogo sobre saúde mental, considerando também as particularidades das mães de crianças e adolescentes neuroatípicos.
“Esse grupo terapêutico de mães já existe aqui no Evoluir e, hoje, eu fui convidada para fazer parte para falar do Setembro Amarelo, que é a prevenção e a conscientização da prevenção do suicídio e da valorização da vida. Como é um grupo de mães neuroatípicas, a gente também quis falar sobre o sofrimento emocional da criança, do adolescente e um pouco do sofrimento das mães também”, relatou Larissa.
Para a psicóloga, o grupo representa uma importante rede de apoio para os participantes, criando um ambiente de diálogo e formação de vínculos. “Esse grupo aqui é uma rede de apoio para essas mães, e a gente quis trazer mais esse tema e abrir esse espaço para falar de saúde mental”, afirmou Larissa.
Ana Karine Vieira, mãe de Pedro Lorenzo, de 7 anos, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), relatou que a possibilidade de compartilhar experiências com outras mães é um dos pontos importantes dos encontros quinzenais realizados no Evoluir. “Aqui a gente tem essa troca de experiências, então o que acontece com o meu filho, às vezes também acontece com o filho da colega, ou não aconteceu ainda, mas pode acontecer. A gente faz essa troca de experiências, que eu acho super importante”, relatou Ana Karine.
Segundo ela, a convivência permite que os participantes encontrem identificação e tenham um espaço para falar sobre as próprias dificuldades. “Além das trocas de experiências, a gente tem um momento de desabafo, porque a gente acaba conversando um pouco sobre a vida e sobre as dificuldades da maternidade”, afirmou Ana Karine.
Fotos: Divulgação