A Biblioteca José de Alencar foi palco nesta sexta-feira (23), no início da tarde, da nona edição do projeto Câmara de Leitura. Em alusão ao Dia do Servidor Público, celebrado no próximo dia 28 de outubro, a edição especial trouxe o tema “O Servidor e a Arte de Construir”, propondo uma reflexão integrativa sobre quem está por trás dos serviços diários que fazem Fortaleza avançar.
Inspirado no clássico poema “O Operário em Construção”, de Vinicius de Moraes, o encontro convidou servidores e colaboradores a olharem para o próprio cotidiano. Na obra, o operário descobre que, ao edificar o mundo ao seu redor, também transforma a si mesmo como uma metáfora que se alinha à rotina daqueles que dedicam conhecimento e esforço ao atendimento, aos projetos e ações do serviço público.
Fruto de uma parceria contínua entre a Biblioteca José de Alencar e a Escola do Parlamento de Fortaleza -EPFOR, o evento articulou a homenagem ao servidor com o calendário democrático e institucional do mês de outubro.
Segundo Marco Vasconcelos,
representante da EPFOR, a escolha da temática dialoga diretamente com os
pilares da sociedade brasileira. “Dia 28 é o Dia do Servidor Público.
Outubro também é um mês em homenagem ao aniversário da nossa Constituição. E um
dos elementos centrais da Constituição brasileira é a dignidade da pessoa
humana e do servidor público. Está tudo conectado nesse mês que também
tem a festa da democracia, com as eleições”, ressaltou o servidor.
Ele ainda contou que o conjunto
de temas faz refletir acerca da importância do serviço público e do servidor. “O
Câmara de Leitura de hoje é uma celebração de como nós construímos a cidade de
Fortaleza e como Fortaleza nos constrói também por meio desta instituição que
faz a história acontecer, que é a Câmara Municipal”, apontou.
Com o tema “O Servidor e a Arte de Construir”, a iniciativa homenageia o Dia do Servidor Público (celebrado em 28 de outubro). A reflexão do encontro partiu do clássico poema “O Operário em Construção”, de Vinicius de Moraes, estimulando os participantes a pensarem sobre o valor do próprio trabalho. Na obra, o operário descobre que, ao transformar o mundo ao seu redor, também transforma a si mesmo, uma analogia que convida o funcionalismo público a olhar com mais atenção para o impacto de suas ações diárias. Afinal, uma cidade não é feita apenas de prédios e ruas, mas do empenho daqueles que trabalham diariamente para torná-la melhor.
Para a bibliotecária da
Biblioteca José de Alencar, Pricila Celedônio, a literatura serve como uma
ponte sensível para a construção dessa identidade profissional e coletiva
dentro do Legislativo municipal. “Hoje é um momento para a gente pensar o
que é ser servidor, tanto na Casa como na forma como relacionamos isso com a
própria literatura. Ao trabalhar o texto de Vinicius de Moraes, nós nos
enxergamos como o operário alguém que ajuda a construir a Câmara e a cidade.
Além de debater a obra, aproveitamos para compartilhar nossas memórias, falando
sobre o que representa ser servidor e como essa dedicação influencia as nossas
vidas”, destacou Pricila.
O debate entre os próprios servidores fortalece a percepção sobre a relevância do trabalho prestado aos cidadãos fortalezenses. O consultor legislativo e participante do encontro, Paulo Varela, destacou que o servidor é uma “construção social” e depende do modo como enxerga a própria atuação. “Quando temos a oportunidade de discutir isso com os nossos pares, engrandecemos o nosso debate e o nosso trabalho, o que melhora a capacidade de fornecer um serviço melhor para a sociedade. A Câmara Municipal é a Casa do Povo. Quando o servidor senta ao lado do outro para ‘trocar figurinhas’ e entender como as coisas funcionam, ele engrandece o serviço prestado, fazendo com que a população fique cada vez melhor assistida”, pontuou Paulo Varela.
Fotos: Zerosa Filho.