Sindicato dá prazo de 72 horas para regularização dos pagamentos; atendimento a casos graves será mantido
Fortaleza pode enfrentar uma paralisação parcial dos serviços médicos em seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) nos próximos dias. O Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec) notificou organizações sociais responsáveis pela gestão das unidades e estabeleceu um prazo de 72 horas para a regularização dos pagamentos referentes ao mês de julho. Caso os valores não sejam quitados dentro do período estipulado, os profissionais poderão suspender parte das atividades.
A medida atinge as UPAs dos bairros Jangurussu, Edson Queiroz e Itaperi, administradas pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (IDEAS) e pela Protect, além das unidades localizadas nos bairros Cristo Redentor, Vila Velha e Bom Jardim, sob responsabilidade da Viva Rio e da Viva Saúde.
Segundo o sindicato, a decisão foi respaldada por deliberação aprovada em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), que definiu o dia 15 de cada mês como prazo máximo para o pagamento dos honorários médicos. Como os valores referentes ao mês de julho não foram depositados até a data acordada, os profissionais decidiram avançar com o movimento de paralisação.
De acordo com os comunicados enviados às organizações gestoras, os atendimentos de urgência e emergência considerados de maior gravidade continuarão sendo realizados normalmente. Pacientes classificados com pulseiras vermelha e laranja permanecerão assistidos durante todo o período de eventual paralisação.
Já os casos classificados como amarelos poderão ser avaliados individualmente pelos médicos, especialmente na área pediátrica, respeitando a autonomia técnica dos profissionais para identificar possíveis riscos de agravamento e definir a necessidade de atendimento imediato.
O Simec afirma que a medida busca garantir o cumprimento dos compromissos assumidos com a categoria e ressalta que a continuidade dos serviços depende da regularização dos pagamentos. Até o momento, as entidades citadas não haviam divulgado posicionamento público sobre a situação.
Caso os repasses sejam efetuados e comprovados dentro do prazo estabelecido, a paralisação poderá ser suspensa. Do contrário, a mobilização deve afetar simultaneamente as seis UPAs envolvidas, ampliando a pressão sobre as organizações responsáveis pela gestão das unidades e sobre o sistema de saúde da capital cearense.