A Câmara de Fortaleza realizou, nesta segunda-feira, 14, no Plenário Fausto Arruda, a terceira sessão simulada do Parla, Jovem!. O momento contou com a presença de 23 estudantes da rede municipal, que puderam vivenciar, na prática, todo o rito de uma sessão ordinária.
A mesa da sessão foi comandada pelos seguintes membros do Distrito 3: Vitória Evellyn Vasconcelos Camelo e Davi Lucas da Silva Sousa, presidente e vice-presidente; Maria Ludmilla Sousa Oliveira e Rodrigo Luca Silva Souza, 1º secretário e 2º secretário.
Posse

Logo no início da sessão, foram empossados os estudantes Eduarda Lima e João Lucas de Araújo como novos integrantes do Parla, Jovem!. Eles assumem as vagas após a renúncia dos alunos Luyane Emily Martins Ribeiro e Isac Acioly Freitas Sousa, representantes do Distrito 4, na EMTI Leonel de Moura Brizola.
Pequeno Expediente
Seguindo o rito tradicional da sessão ordinária, após a posse e o registro de presença dos parlamentares, foi aberto o pinga-fogo, momento destinado aos pronunciamentos dos estudantes.
A saúde mental foi um dos temas centrais dos debates. O jovem vereador Júlio Sávio Rodrigues alertou para a necessidade de ampliar o acolhimento a pessoas em sofrimento emocional, defendendo que a conscientização sobre o tema não se limite às campanhas do Setembro Amarelo. Ele ainda destacou a importância de políticas públicas, espaços de escuta, combate ao bullying e de uma sociedade mais preparada para acolher quem busca ajuda.
Na mesma linha, Vitória Evellyn Vasconcelos ressaltou a importância de ações permanentes de inclusão e acolhimento nas escolas, tanto para estudantes quanto para funcionários, não apenas no mês de setembro. Já José Rafael Rodrigues Vieira abordou os desafios enfrentados pelos adolescentes diante das mudanças da fase e da influência das redes sociais, defendendo a criação de ambientes seguros para o diálogo e a escuta, com participação da escola, das famílias e da sociedade. “Os jovens precisam ter espaços para falar dos seus sentimentos sem medo de serem julgados”, defendeu.

A jovem parlamentar Ana Júlia Freitas solicitou a ampliação dos investimentos em terapias como fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e fisioterapia, a fim de garantir atendimento adequado a crianças com deficiência intelectual e neurodivergentes.
Questões relacionadas à infraestrutura e aos serviços públicos também foram debatidas pelos jovens vereadores. Eduarda Lima defendeu a renovação da frota de ambulâncias do município e a manutenção contínua dos veículos. Ana Beatriz Oliveira solicitou a ampliação da instalação de faixas elevadas para pedestres e semáforos próximos às unidades de ensino. Já Paulo Ricardo destacou a necessidade de manutenção contínua dos aparelhos de ar-condicionado e dos equipamentos de informática das escolas municipais.
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Tecnologia e inclusão ganham destaque em projetos aprovados pelos jovens parlamentares
Logo após os pronunciamentos, os projetos em pauta foram lidos e encaminhados à Ordem do Dia para votação. Antes da apreciação, cada matéria foi discutida pelos autores e por outros jovens parlamentares, que apresentaram argumentos e considerações sobre as propostas.
Foram aprovados quatro projetos, sendo três voltados à modernização e ao fortalecimento do ensino na rede municipal de Fortaleza e um voltado à inclusão. De autoria de Eduarda Lima Rodrigues, o PL nº 09/2026 institui a Central Aluno, plataforma digital que disponibilizará conteúdos ministrados em sala de aula, provas, testes, cronogramas de atividades, prazos de entrega e calendário escolar. A proposta foi aprovada com 15 votos favoráveis, 4 contrários e 4 abstenções.
Já o PL nº 11/2026, de Emerson Geovane Roseno, cria a Plataforma Digital Municipal de Apoio à Aprendizagem. A iniciativa busca fortalecer o desempenho dos estudantes, especialmente daqueles com déficit de atenção, por meio de atividades pedagógicas complementares. O projeto recebeu 20 votos favoráveis e 3 abstenções.

Já o PL nº 12/2026, de João Lucas Araújo, institui o programa Fortaleza Digital nas escolas públicas municipais. A proposta prevê a ampliação do uso de recursos tecnológicos, como projetores e computadores, tornando as aulas mais interativas e contribuindo para o aprendizado dos estudantes. O texto foi aprovado com 7 votos favoráveis, 5 contrários e 11 abstenções.
Na área da inclusão, foi aprovado o PL nº 10/2026, de Ana Beatriz Oliveira, que dispõe sobre a instalação de pisos táteis e sinalização em braile nas escolas da rede municipal. A autora destacou que muitas unidades, inclusive de tempo integral, não contam com os equipamentos de acessibilidade em todos os espaços, defendendo sua implementação em salas de aula, áreas de convivência e lazer para garantir o acesso amplo e seguro dos estudantes. A matéria foi aprovada com 15 votos favoráveis, 2 contrários e 6 abstenções.
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Fotos: Érika Fonseca



