O prefeito Evandro Leitão anunciou, nesta terça-feira (25/2), o repasse de recursos financeiros para que escolas da Rede Municipal de Ensino adquiram materiais recreativos e esportivos. A medida beneficiará 304 unidades, que poderão adquirir itens como jogos de xadrez, mesas de totó, futmesa, tênis de mesa, bolas esportivas e caixas de som. O anúncio foi feito na Escola Municipal Maria José Macário Coelho, no bairro Passaré. Há mais de um ano, a unidade implementou a restrição do uso de aparelhos eletrônicos e passou a promover recreios com práticas esportivas e música ambiente.
Evandro lembrou que, por meio da Lei Federal nº 15.100/2025, foi proibido o uso de aparelhos eletrônicos portáteis, incluindo celulares, por estudantes das escolas públicas e privadas da educação básica. Segundo o prefeito, a aquisição desses materiais é uma iniciativa da Prefeitura de Fortaleza para promover um ambiente escolar mais saudável e equilibrado, contribuindo para o bem-estar dos alunos.
“Houve a proibição do uso de celulares nas escolas, mas a Prefeitura está indo além, trazendo uma abordagem voltada para a diversão dentro das unidades de ensino. Temos aqui, de forma pioneira no Brasil, a implantação de ações para socializar essas crianças e jovens, especialmente nos momentos fora da sala de aula. Para isso, estamos disponibilizando jogos como totó, futmesa, tênis de mesa e música ambiente, para que eles possam interagir mais, dialogar e se socializar”, afirmou o prefeito.
Ele também destacou que a medida busca reduzir o isolamento gerado pelo uso excessivo de celulares. “Sabemos que o uso excessivo do celular pode levar ao isolamento, especialmente entre os jovens. Por isso, tomamos essas medidas, que são fruto do trabalho do meu secretário de Educação e de sua equipe, para oferecer melhores condições para esses estudantes”, concluiu Evandro Leitão.
O secretário municipal da Educação (SME), Idilvan Alencar, ressaltou que os recursos serão repassados diretamente às escolas, que ficarão responsáveis pela aquisição dos materiais. Ele também destacou que os estudantes terão protagonismo na escolha dos itens, por meio dos grêmios estudantis.
“Nós vamos repassar um recurso diretamente para as escolas, e elas farão a aquisição dos materiais que tornarão o recreio um momento de maior socialização e interação. Entre esses materiais estão tênis de mesa, xadrez, futmesa e caixas de som. É importante destacar que o grêmio estudantil terá um papel de protagonismo nesse processo, pois serão os próprios estudantes, em conjunto com a direção da escola, que decidirão quais itens serão adquiridos. Isso me faz lembrar da nossa adolescência, quando o recreio era um espaço de aprendizado, interação e construção de uma cultura de paz, algo essencial no dia a dia. Nosso objetivo é justamente fomentar essa cultura nas escolas”, afirmou o secretário.
Karla Mariana, coordenadora pedagógica da Escola Municipal Maria José Macário Coelho, destacou que a restrição ao uso de aparelhos celulares foi discutida com os pais e responsáveis pelos estudantes e que, como os alunos já estavam acostumados com atividades lúdicas, a adaptação foi tranquila.
“Nosso recreio já seguia esse formato desde o ano passado, mas, com a proibição no início deste ano, realizamos uma reunião com os pais para informá-los sobre a nova legislação. Eles entenderam e aceitaram bem a mudança. Os alunos estranharam um pouco no começo, mas não tivemos grandes problemas”.
Já a professora de Geografia Myrna Ramos contou que, com a proibição do uso de celulares nas escolas, os alunos se tornaram mais participativos durante as aulas. “Antes, muitas vezes, entrávamos em conflito com os alunos ou precisávamos fazer certos acordos. Por conta disso, muitos professores achavam que essa mudança seria mais difícil, mas não houve tanta resistência. Agora, o ambiente escolar está muito mais tranquilo, e vejo os alunos mais focados nas aulas, fazendo perguntas e demonstrando interesse pelos assuntos abordados”.
Yanca Maria, aluna do 9º ano, contou que, com a proibição, voltou a brincar de corrida com os amigos e começou a praticar vôlei.
“No começo foi difícil, porque eu trazia o celular para a escola todo dia. E, para ser sincera, eu usava mesmo durante as aulas. No primeiro dia sem celular, foi complicado, mas depois me acostumei. Agora já acho bem melhor. Antes, eu não queria fazer nada. Agora, brinco com os meninos e me divirto mais”.
Juliana Dafny, também aluna do 9º ano, disse que a escola ficou mais divertida sem o uso do celular. “Agora a gente conversa e brinca. Antes, quando o celular era permitido, todo mundo só ficava mexendo nele e não fazia mais nada. Agora, o recreio é muito melhor. Dá para perceber a diferença”.