
O professor de física Felipe Oliveira, da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Sales Campos, em Fortaleza, foi selecionado para participar do Programa Brasileiro de Professores no CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), em Genebra, na Suíça. A iniciativa ocorre de 19 a 26 deste mês e é voltada à formação continuada de professores que lecionam física e ciências na rede pública de educação básica.
O programa proporciona uma imersão no Laboratório Europeu de Física de Partículas, um dos maiores e mais respeitados centros de pesquisa do mundo. A ação visa fortalecer a base científica de docentes brasileiros, promover o intercâmbio internacional em educação e fomentar o interesse dos estudantes pelo tema, em benefício do desenvolvimento do país.
A seleção ocorreu em nível nacional e se deu por meio de edital da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação (MEC). A avaliação incluiu análise técnica e documental, além de exame de mérito dos candidatos. Ao todo, foram selecionados 24 professores, um de cada estado brasileiro, distribuídos em quantidades iguais (50%) entre homens e mulheres.
“Participar do programa no CERN está sendo muito significativo, visto que estamos vivenciando um ambiente do topo da ciência e da tecnologia mundial, sob a liderança de professores de excelência, que fizeram e ainda fazem parte de grandes estudos e descobertas. Assim, conhecemos a história do CERN e como tudo é feito atualmente, também trocando ideias com colegas professores que atuam nos diversos estados do Brasil e aprofundando nossos conhecimentos nos campos da física moderna e de partículas, para que possamos, cada vez mais, levar essa bagagem científica e cultural aos nossos estudantes”, ressalta Felipe.
A programação inclui palestras, visitas técnicas e atividades práticas. “O CERN representa o ápice da curiosidade humana sobre a estrutura fundamental da matéria, especialmente, para nós, professores de física, que nem sempre temos a oportunidade de estar tão próximos dessa grandiosa tecnologia. Conhecer o maior laboratório de física do mundo, certamente, potencializará nossa compreensão da Física de Partículas e as nossas práticas de aulas de Física Moderna, sendo ainda um grande desafio a sua abordagem na educação básica”, avalia o professor.
Felipe, que leciona na EEMTI Sales Campos desde o ano de 2014, acredita que a experiência adquirida na jornada internacional terá impacto direto no planejamento de aulas mais contextualizadas e instigantes aos alunos, que poderão usufruir de um repertório de conhecimento mais aprofundado, inclusive para desenvolver projetos visando à participação em feiras científicas.
“O maior impacto educacional será promover em meus alunos o fascínio pela investigação científica, mostrando-lhes que a física não é apenas um monte de fórmulas encontradas em livros, mas um empreendimento humano vibrante e inacabado, do qual eles também podem fazer parte”, considera.



