A Escola de Ensino Fundamental e Médio Maria Rochelle da Silva, localizado no bairro Planalto Airton Senna, foi palco nesta quinta-feira (3) do projeto “EDHAL nas Escolas”, promovido pelo Escritório de Direitos Humanos e Assessoria Jurídica Popular Dom Aloísio Lorscheider (EDHAL), da Câmara de Fortaleza. A ação levou para a comunidade escolar um debate sobre direitos humanos, focando principalmente na prevenção e no enfrentamento ao racismo e ao bullying no ambiente de ensino.
A iniciativa integra os eixos de atuação do EDHAL voltados à promoção e difusão de direitos, utilizando a educação como ferramenta preventiva e de conscientização. Para o coordenador do EDHAL, Marcus Giovani, o ambiente escolar representa o espaço ideal para iniciar esse tipo de sensibilização, visto que a escola é o primeiro ponto de sociabilidade e aprendizado da criança.
“A maior preocupação do Escritório é romper paradigmas e trazer os conceitos de direitos humanos e cidadania para toda a comunidade fortalezense de forma geral. Iniciar pelas escolas da Rede Municipal é estratégico porque é o primeiro lugar de aprendizado. Invariavelmente, chegam até a escola ou até o escritório queixas e denúncias de racismo”, pontuou Marcus.

O coordenador explicou ainda que o projeto tem o objetivo de estreitar a relação entre o Poder Legislativo Municipal e a população. “A Câmara precisa estar mais próxima das pessoas. O programa EDHAL nas Escolas serve exatamente para criar esse vínculo entre o poder legislativo e a comunidade, sobretudo a comunidade escolar”, disse.
A diretora da instituição, Gizélia Rebouças, destacou que a atividade faz parte de um conjunto de ações estratégicas desenvolvidas no âmbito do Selo Antirracista. Uma iniciativa da Secretaria Municipal da Educação de Fortaleza (SME) voltada ao combate ao bullying e ao racismo nas escolas.
“Esse momento foi pensado dentro das ações do Selo Antirracista no enfrentamento das questões de bullying e do racismo propriamente dito, para desconstruirmos a ideia de que certas brincadeiras não são ofensivas. Elas imprimem marcas muito fortes nos outros. Diariamente, dialogamos com os estudantes lembrando que amigos têm que se respeitar”, afirmou a diretora.
Gizélia ressaltou ainda o papel essencial da escola no desenvolvimento cidadão dos estudantes, preparando para o convívio em sociedade com consciência e respeito mútuo. “O contexto todo é cuidar da formação de pessoas. Os estudantes passam quatro horas conosco, mas a sociedade é muito maior. Precisamos preparar essas pessoas para atuarem na sociedade, enfrentarem situações adversas e combaterem ativamente o racismo no nosso meio”, concluiu.
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Com informações de Leonardo Pedreira.
Fotos: Luciano Melo


