Ouvir o que acontece ao seu redor e interagir pode parecer algo simples para muitos, mas para cerca de 2,3 milhões de brasileiros essa comunicação necessita de interpretação por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Sem o som da voz de um atendente, sem o tom de um debate político, sem o anúncio de um direito seu no rádio ou na televisão, as pessoas surdas têm sido um público atendido pelas ações de inclusão da Câmara de Fortaleza.
O Legislativo, por meio dos intérpretes de Libras e a implementação de novas ferramentas, tem acolhido e garantido a acessibilidade. Nesta sexta-feira (24), no Dia Nacional da Libras, a Casa celebra não apenas uma conquista legal (Lei nº 10.436/2002, que oficializou a Libras como meio legal de comunicação) mas a construção diária de um espaço onde a informação não tem barreiras e a cidadania se faz com sinais de verdadeira inclusão.
A gestora de Inclusão da Casa, Livinha Vasconcelos, destaca esse movimento realizado pelo poder público como um caminho a ser seguido por outras instituições.
“Esse dia é muito importante pra gente falar e lutar cada vez mais pela inclusão. Tudo que temos feito desde o começo da gestão do presidente Leo Couto é garantir direitos e a democracia. O que fazemos não é um extra, é um direito. Estamos deixando a Casa cada vez mais acessível e a tecnologia tem nos ajudado”, ressalta a gestora.
Comunicação e inclusão
23.04.2026: Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras). (Foto: Mateus Dantas / CMFor)
Quem acompanha a programação da TV Câmara de Fortaleza ou acompanha as transmissões ao vivo pelo canal do YouTube já sabe que encontrará uma janela com um intérprete de Libras. Para uma pessoa ouvinte pode ser apenas mais uma ferramenta de comunicação, mas para a pessoa surda a “janela de Libras” é a porta da democracia.
Por meio dos sinais dos intérpretes, os surdos acompanham o que está sendo discutido na cidade sobre educação, saúde, transporte e tantos outros temas que afetam sua vida. A ferramenta é utilizada durante os programas e transmissões ao vivo, incluindo as sessões plenárias, sessões solenes, audiências públicas e eventos promovidos pela Câmara.
“A Comunidade Surda precisa que as leis conquistadas sejam respeitadas e colocadas em prática. Fomentar o ensino e uso da Libras na nossa sociedade faz com que o preconceito diminua e aumente o acesso inclusivo a serviços básicos de saúde e educação, por exemplo. Isso garante que as pessoas surdas tenham seus direitos devidamente respeitados e a inclusão aconteça”, destaca o coordenador da equipe de interpretes de Libras da CMFor, Ícaro Queiroz.
A acessibilidade também atravessou a tela do computador e do celular. No site da Câmara de Fortaleza, a tecnologia e o cuidado humano se encontraram. Hoje, o portal oferece tradução de conteúdo em VLibras, permitindo que pessoas surdas tenham mais acesso à informação.
Atendimento inclusivo
Na Central da Cidadania da Câmara de Fortaleza é possível solicitar o apoio de um intérprete para o atendimento. Imagine chegar a um órgão público, precisar de uma informação urgente, e não conseguir se fazer entender. Agora imagine o alívio de encontrar alguém que fala a sua língua — com as mãos, com o olhar e com a expressão. É isso que a Câmara de Fortaleza oferece: acolhimento na prática.
“Estamos no caminho certo, ainda tem muita coisa pra fazer, mas estamos muito feliz porque a Casa tem esse olhar para as pessoas com deficiência aditiva que utilizam Libras e esse é o nosso papel de fato: incluir”, reforçou Lívinha Vasconcelos.
Fotos: Mateus Dantas