Moradores do Mondubim e de bairros próximos, em Fortaleza, recebem um reforço nas ações de vacinação contra a raiva para cães e gatos. A mobilização foi ampliada depois que um cachorro levado de Maranguape para atendimento veterinário na Capital teve resultado positivo para a doença e morreu.
A ação de bloqueio começou em 29 de setembro e segue até 9 de outubro. Equipes de agentes de combate às endemias percorrem a região para ampliar a imunização dos animais e reduzir o risco de circulação do vírus.
Segundo a Prefeitura de Fortaleza, o cachorro infectado não era originário da Capital. O animal foi levado pelos próprios tutores de Maranguape para uma clínica particular em Fortaleza, onde permaneceu internado antes de morrer. Por isso, o caso não é considerado uma transmissão originada entre cães da cidade.
A vacinação faz parte de uma estratégia mais ampla de prevenção. A campanha municipal foi antecipada neste ano diante do aumento de registros de raiva em animais silvestres e tem como objetivo imunizar cerca de 500 mil cães e gatos até o encerramento da mobilização, previsto para 30 de novembro.
Fortaleza estima ter aproximadamente 559,5 mil animais domésticos, sendo cerca de 303,7 mil cães e 255,8 mil gatos. A meta da gestão municipal é alcançar uma cobertura de 80% dessa população.
Raiva também é identificada em morcegos
Além do caso envolvendo o cachorro, Fortaleza registrou 28 morcegos positivos para raiva em 2026, conforme dados divulgados pela vigilância municipal. Os registros estão associados à variante silvestre do vírus, cuja circulação ocorre principalmente entre animais da fauna urbana e silvestre.
A maior concentração de ocorrências em morcegos foi identificada nas regiões da Serrinha e do Passaré. Para as autoridades sanitárias, a presença de animais infectados reforça a necessidade de manter cães e gatos protegidos por meio da vacinação.
A raiva é uma doença grave que pode atingir animais e seres humanos. A transmissão pode ocorrer, entre outras formas, por meio de mordidas, arranhões ou contato da saliva de um animal infectado com ferimentos ou mucosas.
Moradores devem evitar contato com animais suspeitos
Animais que apresentem comportamento incomum, dificuldade para se locomover, falta de equilíbrio ou alterações neurológicas devem ser mantidos à distância. Morcegos encontrados caídos, mortos ou com dificuldade para voar também não devem ser tocados diretamente.
A orientação das autoridades é comunicar a situação aos serviços de vigilância para que o animal seja recolhido e encaminhado para avaliação. Em Fortaleza, a população pode acionar o serviço 156 da Prefeitura ou procurar um agente de combate às endemias.
Quem tiver sido mordido ou arranhado por um animal com suspeita de raiva deve procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e eventual início da profilaxia. A rapidez no atendimento é considerada fundamental para evitar o desenvolvimento da doença.
Vacinação segue em diferentes pontos da Capital
A estratégia municipal combina mutirões, equipes volantes, atendimento em pontos fixos e vacinação realizada em áreas com menor cobertura. A ação também contempla animais em situação de rua, abrigos e locais onde moradores mantêm vários animais resgatados.
Até o levantamento mais recente, 296.034 cães e gatos já haviam recebido a vacina contra a raiva em Fortaleza, correspondendo a 53% da meta estabelecida para o município.
Entre os cães, 181.771 já foram imunizados. Entre os gatos, o número chega a 114.578. A vacinação é uma das principais medidas para impedir que o vírus alcance a população de animais domésticos e, consequentemente, reduza o risco para as pessoas.
Fortaleza não registra casos de raiva humana há 23 anos. A manutenção da vacinação dos animais, aliada ao monitoramento de casos suspeitos e à orientação da população, é considerada fundamental para preservar esse cenário.