
O cenário econômico do Ceará atravessa um momento de transição estratégica, mirando não apenas o crescimento quantitativo, mas um desenvolvimento sustentável e tecnológico. Durante seminário promovido pela Academia Cearense de Economia (ACE), na Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), nesta terça-feira (05), o secretário do Desenvolvimento Econômico do Estado, Fábio Feijó, detalhou o plano estratégico de desenvolvimento econômico do Governo do Ceará para elevar a participação do PIB nacional, que historicamente orbita os 2%.
Fábio Feijó destacou que o estado conseguiu reverter uma tendência histórica de estagnação. Enquanto o PIB cearense mantinha-se tradicionalmente na casa dos 2%, Feijó apresentou exemplos concretos de avanço, como os contratos firmados e obras em execução no Complexo do Pecém. Essas ações abrangem desde a economia tradicional até a nova indústria verde e a economia do conhecimento, demonstrando que as diretrizes estabelecidas no início da gestão de Elmano de Freitas já geram resultados tangíveis.
O titular da SDE finalizou sua apresentação mostrando que é possível passar dos 2%. De acordo com Feijó, os dados apresentados confirmam que o estado pode superar a marca anterior, com projeções de atingir 2,19% do PIB nacional até o final do ano. Este crescimento coloca o Ceará acima da média de expansão do país, quebrando o ciclo em que o estado crescia menos que a federação. Segundo o gestor, o objetivo final segue alinhado ao plano Ceará 2050, que visa elevar a participação do estado para 4% do PIB brasileiro, proporcional à sua representação populacional no cenário nacional.
ZPE II: Novo marco industrial
Vozes do setor produtivo e acadêmico
O presidente da Academia Cearense de Economia, Sérgio Melo, abriu o evento com uma provocação sobre a necessidade de ousadia. Para Melo, o seminário é o resultado de meses de escuta ativa junto a entidades como Fiec e Faec.
Representando a Federação das Indústrias, o 1º vice-presidente Carlos Prado reforçou o papel da indústria cearense como motor dessa transformação. A Fiec tem sido parceira direta na validação das metas de governo, contribuindo com dados do Observatório da Indústria para nortear as tomadas de decisão.
Metas audaciosas: o caminho para os 4%
Feijó encerrou apresentando uma análise histórica da participação do PIB cearense no Brasil desde 1939. O objetivo é alcançar a meta de 4% estabelecida no plano Ceará 2050.



